quarta-feira, 27 de maio de 2026

Desembargador determina remoção de publicação de Eduardo Braide por propaganda eleitoral antecipada

Magistrado estipulou prazo de 24 horas para retirada de vídeo no Instagram após representação do MDB sobre evento em Paulino Neves; multa por descumprimento é de R$ 1 mil


O desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim, integrante do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), emitiu uma liminar nesta terça-feira (26) determinando que o pré-candidato Eduardo Braide remova, no prazo de 24 horas, uma publicação de seu perfil oficial no Instagram. A medida foi tomada após o magistrado identificar indícios de propaganda eleitoral antecipada no conteúdo veiculado.

A determinação atende a uma representação jurídica protocolada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O partido questionou a legalidade de um ato político realizado na Praça Zeca Penha, localizada no município de Paulino Neves. De acordo com a avaliação do relator, a estrutura do evento assemelhou-se à de um comício — contando com palanque, sistema de sonorização e convocação pública —, formato que é vedado pela legislação vigente antes do período oficial de campanha, estipulado para iniciar em 16 de agosto.

Análise jurídica das “palavras mágicas”

O fundamento central da decisão baseou-se no conceito jurídico de “palavras mágicas”, aplicável quando há pedido de voto de maneira implícita ou indireta. Embora o texto registre que não houve uma solicitação direta e explícita de sufrágio, o tribunal considerou que os discursos proferidos carregavam mensagens equivalentes a um pedido de apoio eleitoral.

A decisão destacou falas de Raimundo de Oliveira Filho, também representado no processo, que afirmou publicamente que os cidadãos depositariam o voto em “um governador que irá transformar o Maranhão”, referindo-se a Braide como o “nosso próximo governador”.

O magistrado apontou ainda que o próprio Eduardo Braide referendou a tese ao projetar compromissos administrativos condicionados ao resultado das urnas.

Paridade de armas e penalidades

Em seu despacho, o desembargador ressaltou que a manutenção do vídeo na internet poderia desequilibrar a disputa e afetar o princípio da igualdade de condições entre os concorrentes ao Palácio dos Leões, ferindo a chamada “paridade de armas”.

A ordem judicial estabelece:

  • A remoção imediata da mídia audiovisual do perfil do pré-candidato no Instagram;
  • A proibição estrita de nova veiculação ou replicação do mesmo conteúdo por ambos os envolvidos;
  • A fixação de uma multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento ou reiteração da conduta.

Os políticos acionados foram citados formalmente e dispõem de um prazo legal de dois dias para apresentar suas respectivas peças de defesa. Após o recebimento das justificativas, os autos do processo serão encaminhados para o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Justiça barra empréstimo bilionário do Governo do Maranhão e amplia crise política em ano pré-eleitoral



A decisão da Justiça do Maranhão que suspendeu, em caráter liminar, o empréstimo de R$ 1,3 bilhão pretendido pelo Governo do Estado abriu uma nova frente de desgaste político e administrativo para o Palácio dos Leões. A medida judicial, assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, atende a uma Ação Popular movida pelo deputado estadual Rodrigo Lago e lança dúvidas sobre a condução fiscal do Executivo estadual em pleno período pré-eleitoral.

A decisão determina a suspensão imediata de qualquer ato relacionado à operação financeira, incluindo assinatura de contrato, liberação de recursos e execução orçamentária vinculada ao empréstimo. A liminar também impõe multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Mais do que um embate jurídico, o episódio escancara um debate político sensível: até que ponto o Maranhão pode ampliar seu endividamento público em um momento de forte tensão fiscal e proximidade das eleições?

Os argumentos da ação

Na Ação Popular, Rodrigo Lago sustenta que a operação de crédito apresenta possíveis irregularidades e questiona a real necessidade do empréstimo bilionário. Entre os principais pontos levantados estão:

  • ausência de transparência detalhada sobre a destinação dos recursos;
  • risco de comprometimento das finanças estaduais;
  • possível afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal;
  • utilização política de recursos públicos em período pré-eleitoral;
  • indícios de desvio de finalidade administrativa.

O parlamentar argumenta ainda que o Governo do Maranhão já possui elevado volume de operações de crédito contratadas nos últimos anos e que o novo financiamento poderia agravar a dependência financeira do Estado.

O que diz a decisão judicial

Ao conceder a liminar, o juiz Douglas de Melo Martins afirmou haver elementos suficientes para justificar a suspensão cautelar da operação até análise mais aprofundada do caso.

Na decisão, o magistrado aponta possíveis “irregularidades fiscais, ambientais e desvio de finalidade” envolvendo o empréstimo e demonstra preocupação com a velocidade da tramitação da operação financeira.

Outro ponto considerado relevante foi o contexto político. Embora a legislação não proíba automaticamente operações de crédito em ano eleitoral, a Justiça entendeu que a movimentação de valores bilionários às vésperas do calendário eleitoral exige fiscalização rigorosa para evitar eventual uso político da máquina pública.

A decisão também cita princípios constitucionais da moralidade administrativa, publicidade e interesse público.

Endividamento cresce e pressão aumenta

Nos bastidores políticos e econômicos, o episódio reacende críticas sobre o aumento do endividamento estadual. O Maranhão já recorreu diversas vezes a empréstimos para financiar obras, infraestrutura e programas governamentais.

Especialistas em contas públicas alertam que operações de crédito podem ser instrumentos legítimos de investimento quando acompanhadas de planejamento, transparência e capacidade de pagamento. O problema surge quando o Estado amplia dívidas sem apresentar claramente:

  • cronograma de execução;
  • impacto financeiro futuro;
  • garantias de retorno social;
  • sustentabilidade fiscal de longo prazo.

Críticos do governo apontam que o Executivo maranhense tem adotado uma política de forte expansão financeira sem o devido debate público sobre prioridades e contrapartidas.

Além disso, a oposição questiona se parte desses recursos poderia acabar alimentando obras de forte apelo político em regiões estratégicas eleitoralmente.

O silêncio do governo aumenta especulações

Até o momento, o Governo do Maranhão não apresentou explicações detalhadas sobre os questionamentos levantados na ação judicial. A ausência de uma resposta técnica mais robusta acabou ampliando especulações e fortalecendo o discurso da oposição.

Aliados do governador defendem que o empréstimo seria destinado a investimentos estruturantes em áreas como:

  • infraestrutura rodoviária;
  • mobilidade urbana;
  • saúde;
  • educação;
  • obras de desenvolvimento regional.

No entanto, a falta de detalhamento público dos projetos previstos vem sendo explorada politicamente pelos adversários do governo.

Disputa política antecipada

A suspensão do empréstimo também evidencia a antecipação do ambiente eleitoral no Maranhão. Embora as eleições estaduais ainda estejam no horizonte, grupos políticos já travam disputas intensas por espaço e narrativa pública.

A judicialização da operação financeira mostra que o debate sobre responsabilidade fiscal deve ocupar papel central nos próximos meses. A oposição tenta consolidar o discurso de que o governo estaria promovendo expansão financeira excessiva e politicamente estratégica.

Por outro lado, governistas afirmam que há tentativa de paralisar investimentos importantes para o Estado por motivação política.

Possíveis desdobramentos

O Governo do Maranhão ainda poderá recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Maranhão. Caso a liminar seja derrubada, a operação financeira poderá ser retomada.

Se a suspensão for mantida, o caso pode gerar:

  • atraso em obras planejadas;
  • revisão de metas orçamentárias;
  • desgaste político ao Executivo;
  • maior fiscalização sobre futuras operações de crédito;
  • pressão por transparência fiscal.

Independentemente do resultado judicial, o episódio já produz efeitos políticos significativos. A decisão coloca o governo na defensiva e amplia o debate público sobre dívida, transparência e prioridades administrativas em um dos estados mais pobres do país.

Mais do que uma disputa jurídica, o caso do empréstimo bilionário se transforma em símbolo de uma discussão maior: qual o limite do endividamento público em nome do desenvolvimento — e quem fiscaliza os riscos dessa conta para a população maranhense?

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Produtora de filme sobre Bolsonaro nunca havia lançado longa-metragem, apontam registros da Ancine


A produtora responsável pelo longa “Dark Horse”, filme inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, está no centro de uma controvérsia após reportagens indicarem que a empresa nunca havia lançado um longa-metragem antes do projeto.

Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa com base em dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), a GOUP Entertainment — também chamada de Go Up Entertainment — não possuía histórico de produções cinematográficas comerciais anteriores ao filme. A revelação levantou questionamentos sobre a estrutura da produtora, os contratos de produção e a condução do projeto audiovisual.

O que é o filme “Dark Horse”

“Dark Horse” é um longa internacional inspirado na ascensão política de Jair Bolsonaro e vem sendo apresentado como uma produção de perfil hollywoodiano. O projeto ganhou repercussão por envolver gravações no Brasil, participação de profissionais estrangeiros e negociações ligadas ao mercado internacional de cinema.

Desde o anúncio, o filme já gerava debate político e ideológico nas redes sociais, principalmente por tratar de uma figura pública altamente polarizadora no cenário brasileiro.

Produtora sem histórico no cinema

De acordo com reportagens recentes, a Ancine não encontrou registros de longas anteriores produzidos pela GOUP Entertainment. A empresária Karina Ferreira da Gama, ligada à empresa, também teria confirmado que o projeto representava a primeira experiência da produtora em um longa-metragem.

A ausência de histórico chamou atenção porque “Dark Horse” foi divulgado como uma produção ambiciosa, com padrão internacional e orçamento elevado.

Especialistas do setor audiovisual ouvidos por veículos de imprensa afirmam que produtoras iniciantes podem realizar grandes projetos, mas normalmente enfrentam desafios relacionados a logística, captação de recursos, contratos e distribuição internacional.

Investigação e questionamentos

Além da falta de experiência da produtora, o filme passou a ser alvo de questionamentos envolvendo:

  • supostas irregularidades em contratos;
  • dúvidas sobre autorizações de filmagem;
  • estrutura financeira do projeto;
  • participação de empresas estrangeiras;
  • relação com incentivos e regulações do setor audiovisual brasileiro.

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o caso, mas o assunto ganhou repercussão nacional após novas reportagens publicadas em maio de 2026.

Repercussão política

O envolvimento do nome de Jair Bolsonaro fez o caso rapidamente ganhar dimensão política. Aliados do ex-presidente classificam as críticas ao filme como perseguição ideológica, enquanto opositores questionam a transparência do projeto e a origem dos investimentos.

Nas redes sociais, o longa se tornou tema de debates entre apoiadores e críticos do ex-presidente, ampliando ainda mais a visibilidade da produção.

Mercado audiovisual acompanha desdobramentos

Profissionais do cinema brasileiro acompanham o caso com atenção porque ele pode influenciar discussões sobre fiscalização, transparência e regras para produções internacionais realizadas no Brasil.

A Ancine ainda pode aprofundar análises administrativas relacionadas ao projeto, dependendo dos desdobramentos das investigações e da documentação apresentada pela produtora.

Conclusão

O caso envolvendo “Dark Horse” mistura política, cinema e questionamentos sobre estrutura empresarial no setor audiovisual. A principal polêmica até agora gira em torno do fato de a produtora responsável nunca ter lançado um longa-metragem anteriormente, mesmo assumindo uma produção de grande porte ligada a uma das figuras políticas mais conhecidas do país.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Othelino defende Camarão, mas atua para aproximar prefeitos de Braide visando 2026


O cenário político do Maranhão começa a revelar movimentos cada vez mais complexos na corrida antecipada para 2026. Enquanto o deputado estadual Othelino Neto mantém discurso público de alinhamento com o vice-governador Felipe Camarão, nos bastidores cresce a percepção de que ele também trabalha para fortalecer politicamente o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, especialmente na relação com prefeitos do interior do estado.

A movimentação vem sendo observada por aliados e adversários políticos após uma sequência de episódios que aproximaram o grupo de Othelino do projeto político de Braide.

Defesa pública de Braide

Recentemente, Othelino saiu em defesa de Eduardo Braide durante a polêmica envolvendo pedidos de cassação contra o prefeito da capital. Na ocasião, o parlamentar criticou duramente adversários do gestor e classificou as ações como tentativa de perseguição política.

Felipe Camarão também adotou postura semelhante, afirmando que o pedido não possuía fundamento jurídico e defendendo estabilidade institucional em São Luís.

A posição chamou atenção porque reforçou uma sintonia política entre setores do chamado dinismo e o prefeito da capital, que até pouco tempo mantinha relação mais distante com lideranças ligadas ao ex-governador Flávio Dino.

Aproximação com prefeitos

Nos bastidores, porém, a movimentação considerada mais relevante acontece longe dos holofotes.

Prefeitos do interior que possuem ligação histórica com Othelino e com o deputado federal Márcio Jerry passaram a demonstrar maior proximidade política com Eduardo Braide.

A leitura dentro do meio político é de que parte do grupo dinista começou a enxergar Braide como nome competitivo para a sucessão estadual de 2026 e decidiu abrir canais de diálogo antes da definição oficial do cenário eleitoral.

Nos últimos meses, encontros reservados, conversas institucionais e articulações municipais passaram a ocorrer com maior frequência. Alguns prefeitos que antes orbitavam exclusivamente o campo governista agora aparecem em agendas e articulações ligadas ao prefeito de São Luís.

Estratégia dupla

Analistas políticos avaliam que Othelino tenta operar em duas frentes ao mesmo tempo.

De um lado, mantém parceria política e alinhamento estratégico com Felipe Camarão, que continua sendo um dos principais nomes da esquerda maranhense para a sucessão estadual.

De outro, constrói uma ponte política com Eduardo Braide, preservando espaço de diálogo caso o prefeito consolide musculatura eleitoral para disputar o Palácio dos Leões.

Essa postura é vista por interlocutores como pragmática. Othelino sabe que o cenário de 2026 ainda está indefinido e que alianças podem mudar conforme pesquisas, apoios municipais e composição partidária avancem.

Braide amplia articulações

Enquanto isso, Eduardo Braide segue ampliando presença política no interior do Maranhão.

Mesmo evitando falar abertamente sobre candidatura ao governo, o prefeito de São Luís vem intensificando contatos com lideranças municipais, deputados e setores empresariais.

Recentemente, Braide admitiu publicamente que não “fecha portas” para alianças políticas, inclusive com Felipe Camarão, sinalizando disposição para dialogar com diferentes campos políticos.

A declaração aumentou ainda mais as especulações sobre uma possível composição futura entre setores hoje considerados adversários indiretos do grupo do governador Carlos Brandão.

Cenário aberto para 2026

Nos bastidores da política maranhense, a avaliação é de que o xadrez eleitoral já começou.

Othelino aparece como uma das peças mais ativas dessa articulação, transitando entre diferentes grupos e mantendo diálogo aberto tanto com Camarão quanto com Braide.

Embora publicamente o discurso ainda seja de unidade em determinados campos políticos, a movimentação junto aos prefeitos mostra que as alianças para 2026 começam a ser desenhadas desde agora — e longe dos discursos oficiais.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Candidato do MDB avança na Grande Ilha e amplia força na disputa pelo Governo do Maranhão


O crescimento do candidato do MDB na Grande Ilha de São Luís começa a chamar atenção nos bastidores da política maranhense. O avanço registrado em São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa pode se transformar em um dos fatores decisivos para a disputa pelo Governo do Maranhão.

A região metropolitana da capital concentra um dos maiores contingentes eleitorais do estado e possui influência direta na formação da opinião pública. Historicamente, candidatos que conseguem consolidar presença política na Ilha entram na reta eleitoral com vantagem estratégica importante.

Crescimento na capital fortalece narrativa de competitividade

Nos últimos meses, o candidato emedebista ampliou presença política na capital maranhense, intensificando agendas públicas, articulações partidárias e aproximação com lideranças comunitárias.

Além da força eleitoral, São Luís também possui peso simbólico na disputa estadual. Um desempenho positivo na capital costuma repercutir no interior e fortalecer a percepção de crescimento da candidatura.

Analistas políticos avaliam que o avanço na região metropolitana ajuda a:

  • consolidar visibilidade eleitoral;
  • ampliar alcance nas redes sociais;
  • fortalecer alianças locais;
  • e reduzir a margem de adversários em áreas urbanas.

Ribamar, Paço e Raposa ganham protagonismo eleitoral

O cenário eleitoral da Grande Ilha mudou significativamente nos últimos anos. O crescimento populacional acelerado em cidades como São José de Ribamar e Paço do Lumiar transformou a região em uma das áreas mais disputadas do Maranhão.

Com novos conjuntos habitacionais, expansão imobiliária e aumento do eleitorado jovem, esses municípios passaram a ter influência cada vez maior nas eleições estaduais.

Em São José de Ribamar, o crescimento urbano e a expansão de bairros residenciais ampliaram o peso político da cidade. Já Paço do Lumiar vive um processo semelhante, especialmente nas regiões ligadas à MA-201.

Enquanto isso, Raposa segue sendo considerada estratégica por conta da forte mobilização comunitária e do impacto das lideranças locais sobre o eleitorado.

Temas urbanos devem dominar campanha

Na Grande Ilha, a disputa eleitoral tende a ser marcada por pautas diretamente ligadas ao cotidiano da população.

Entre os temas mais sensíveis estão:

  • mobilidade urbana;
  • transporte público;
  • geração de empregos;
  • segurança;
  • habitação;
  • infraestrutura;
  • e custo de vida.

O crescimento desordenado da região metropolitana também aumentou a cobrança por investimentos em trânsito, saneamento e serviços públicos.

Especialistas avaliam que candidatos capazes de apresentar propostas concretas para os desafios urbanos podem ganhar vantagem significativa nesse eleitorado.

Grande Ilha pode definir rumo da eleição

Embora o interior continue sendo peça fundamental em qualquer eleição maranhense, o desempenho na Grande São Luís pode funcionar como fiel da balança na soma final dos votos.

Uma votação expressiva na Ilha pode:

  • impulsionar a campanha no restante do estado;
  • atrair novos apoios políticos;
  • fortalecer a imagem de viabilidade eleitoral;
  • e consolidar presença no segundo turno.

Nos bastidores, lideranças políticas acompanham com atenção os movimentos do eleitorado metropolitano, considerado hoje um dos mais decisivos do Maranhão.

Com a pré-campanha ganhando intensidade, a tendência é que a Grande Ilha permaneça no centro das articulações políticas e das estratégias dos principais grupos que disputarão o comando do estado.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro provoca crise política e pode impactar eleição de 2026



O senador Flávio Bolsonaro confirmou nesta semana que procurou o banqueiro Daniel Vorcaro para buscar financiamento privado destinado ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A revelação ocorreu após a divulgação de áudios, mensagens e documentos publicados pelo The Intercept Brasil, que mostram o senador cobrando pagamentos milionários ligados ao projeto audiovisual.

Segundo as reportagens, Flávio Bolsonaro teria negociado valores que chegariam a R$ 134 milhões para financiar a produção do longa. Parte dos recursos, conforme documentos citados nas investigações jornalísticas, já teria sido transferida por empresas ligadas a Vorcaro.

O conteúdo do áudio

O material divulgado mostra Flávio Bolsonaro pressionando Vorcaro pela continuidade dos pagamentos para o filme. Em uma das mensagens, o senador afirma que a produção poderia parar caso os recursos não fossem liberados rapidamente.

As conversas teriam ocorrido enquanto Daniel Vorcaro já enfrentava investigações relacionadas ao colapso do Banco Master. O banqueiro foi alvo de operações e passou a enfrentar suspeitas de irregularidades financeiras, acusações que ele nega.

A versão de Flávio Bolsonaro

Após inicialmente negar relação com Vorcaro, Flávio Bolsonaro admitiu ter buscado recursos para o filme, mas afirmou que não houve ilegalidade. Em nota divulgada à imprensa, o senador declarou que se tratava apenas de “patrocínio privado para filme privado”, sem uso de dinheiro público e sem contrapartidas políticas.

Ele também afirmou que conheceu Vorcaro antes das acusações contra o banqueiro ganharem repercussão nacional. Segundo o parlamentar, o contato ocorreu exclusivamente por causa do projeto cinematográfico.

Crise política em pleno ano eleitoral

O caso ganhou proporção nacional justamente em um momento considerado extremamente sensível para a direita brasileira: o ano eleitoral de 2026. Analistas políticos avaliam que a divulgação dos áudios pode provocar desgaste significativo não apenas para Flávio Bolsonaro, mas também para todo o grupo político ligado ao bolsonarismo.

A crise surge em meio às articulações para as eleições presidenciais, disputas estaduais e formação de alianças partidárias. Dentro do campo conservador, o episódio aumentou a tensão entre aliados e possíveis sucessores políticos de Jair Bolsonaro. Lideranças da direita passaram a cobrar explicações mais detalhadas sobre a relação entre o senador e Daniel Vorcaro.

Além disso, adversários políticos devem explorar o caso intensamente durante a campanha eleitoral, associando o episódio a suspeitas de influência econômica, financiamento obscuro e proximidade com empresários investigados. A avaliação de estrategistas é que o escândalo pode afetar diretamente a imagem pública de Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado moderado, especialmente em um cenário de alta polarização.

Impacto no bolsonarismo

O episódio também ameaça enfraquecer o discurso anticorrupção historicamente utilizado pelo bolsonarismo. Integrantes da oposição afirmam que o caso cria uma contradição entre a narrativa política do grupo e a aproximação com um banqueiro investigado.

Nos bastidores de Brasília, parlamentares avaliam que o caso pode dificultar negociações políticas, alianças regionais e até a transferência de apoio eleitoral de Jair Bolsonaro para candidatos aliados. O desgaste tende a crescer caso novas mensagens, áudios ou documentos venham à tona nas próximas semanas.

Reação do mercado e repercussão nacional

A repercussão não ficou restrita ao meio político. Investidores acompanharam o caso com preocupação, diante do receio de aumento da instabilidade institucional em pleno período pré-eleitoral. O episódio gerou forte repercussão em redes sociais, programas políticos e veículos internacionais de imprensa.

O filme Dark Horse, que inicialmente era tratado como um projeto de fortalecimento da imagem internacional de Jair Bolsonaro, acabou se transformando em um foco de crise política e questionamentos sobre transparência financeira.

Possíveis consequências

Até o momento, não há condenação judicial relacionada ao pedido de recursos feito por Flávio Bolsonaro. No entanto, partidos de oposição já defendem abertura de investigações para apurar possíveis irregularidades, incluindo tráfico de influência e financiamento ilegal.

Especialistas avaliam que o principal risco para Flávio Bolsonaro talvez não seja apenas jurídico, mas eleitoral. Em um ano decisivo para o futuro político da direita brasileira, o caso pode se tornar um dos temas centrais da campanha de 2026 e influenciar diretamente alianças, candidaturas e a percepção do eleitorado sobre o grupo político liderado por Jair Bolsonaro.

sábado, 9 de maio de 2026

Maranhão 2026: pesquisas INOP e Veritá mostram cenários diferentes na disputa pelo Governo do Estado


Levantamentos revelam força de Eduardo Braide e crescimento de Orleans Brandão no interior do Maranhão

As duas mais recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Maranhão movimentaram o cenário político estadual ao apresentarem resultados bastante diferentes sobre a corrida pelo Governo do Estado em 2026.

Enquanto o Instituto Veritá aponta ampla liderança do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, a pesquisa do INOP mostra crescimento expressivo de Orleans Brandão e uma disputa muito mais equilibrada.

A diferença entre os levantamentos reforça que o cenário eleitoral maranhense ainda está em formação e pode sofrer mudanças importantes nos próximos meses.


Veritá aponta vantagem ampla de Braide

A pesquisa do Instituto Veritá, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-03916/2026, foi realizada entre os dias 18 e 24 de março de 2026.

Segundo os números divulgados:

  • Eduardo Braide — 53,4%;
  • Orleans Brandão — 19,2%;
  • Lahesio Bonfim — 18,9%;
  • Felipe Camarão — 8,4%.

O levantamento repercutiu fortemente no meio político por indicar uma vantagem ampla de Braide ainda no período de pré-campanha.

Apesar disso, a pesquisa também foi alvo de questionamentos judiciais no TRE-MA, que determinou que as divulgações mencionassem a existência de contestação metodológica.


INOP mostra cenário equilibrado

Já o levantamento do INOP, registrado sob o número MA-06910/2026, apresentou um cenário completamente diferente.

A pesquisa ouviu 2.588 eleitores entre os dias 24 de abril e 2 de maio de 2026, com margem de erro de 3,03 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Os números divulgados foram:

  • Orleans Brandão — 41,27%;
  • Eduardo Braide — 38,60%;
  • Lahesio Bonfim — 10,39%;
  • Felipe Camarão — 4,17%.

Os dados apontam crescimento de Orleans Brandão e mostram uma disputa mais apertada entre os dois principais nomes da corrida eleitoral.


Diferença entre os levantamentos chama atenção

A principal divergência entre as pesquisas está justamente no desempenho de Eduardo Braide e Orleans Brandão.

Enquanto a Veritá mostra Braide com mais de 50% das intenções de voto, a INOP aponta empate técnico entre os dois principais pré-candidatos.

Especialistas em análise eleitoral afirmam que diferenças entre pesquisas podem ocorrer por vários fatores:

  • metodologia utilizada;
  • período da coleta;
  • perfil regional dos entrevistados;
  • tamanho da amostra;
  • entrevistas presenciais ou telefônicas;
  • momento político da coleta.

No Maranhão, a influência eleitoral da Grande Ilha de São Luís e do interior do estado costuma impactar diretamente os resultados dos levantamentos.

Analistas avaliam que Eduardo Braide mantém forte desempenho na capital, enquanto Orleans Brandão apresenta crescimento político importante no interior maranhense.


Cenário segue indefinido

Mesmo com diferenças expressivas, as duas pesquisas revelam alguns pontos em comum:

  • Eduardo Braide segue entre os favoritos;
  • Orleans Brandão demonstra crescimento político;
  • Lahesio Bonfim mantém eleitorado consolidado;
  • Felipe Camarão ainda busca ampliar espaço eleitoral.

Com menos de 3 meses até o início oficial da campanha, lideranças políticas acreditam que novas pesquisas serão fundamentais para definir tendências mais sólidas sobre a disputa pelo Palácio dos Leões.


Bastidores políticos

Nos bastidores, aliados de Eduardo Braide comemoraram os números da Veritá e destacaram a força do prefeito na capital e em cidades médias do Maranhão.

Já integrantes da base governista avaliam que a pesquisa INOP demonstra avanço do grupo político ligado ao governador Carlos Brandão e crescimento de Orleans Brandão no interior do estado.

A expectativa agora gira em torno dos próximos levantamentos eleitorais, que devem medir:

  • consolidação dos pré-candidatos;
  • impacto das alianças políticas;
  • força da oposição;
  • influência do cenário nacional sobre a disputa estadual.

Conclusão

As pesquisas INOP e Veritá mostram que a corrida pelo Governo do Maranhão em 2026 ainda está longe de uma definição.

Enquanto um levantamento aponta ampla liderança de Eduardo Braide, o outro revela crescimento expressivo de Orleans Brandão e uma disputa mais equilibrada.

O cenário segue aberto e deve continuar sendo marcado por movimentações políticas, articulações partidárias e novas pesquisas ao longo dos próximos meses.

Desembargador determina remoção de publicação de Eduardo Braide por propaganda eleitoral antecipada

Magistrado estipulou prazo de 24 horas para retirada de vídeo no Instagram após representação do MDB sobre evento em Paulino Neves; multa po...